quinta-feira, 1 de setembro de 2011

videoAqui, um vídeo do Miguel comendo sozinho, adorei as dicas e recomendações abaixo sobre a alimentaçã, especialmente nessa fase, de redução de apetite, de querer comer sozinho...ele estava comendo sozinho, direitinho e assistindo ao Snoopy...até que resolvi gravar, mas já não tava tão certinho assim...faz parte! Amo ve-lo galgando sua independência dia após dia.

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Sem birra no cadeirão
O momento de dar comida ao seu bebê é um verdadeiro drama?Conheça alguns truques para acabar com essa novela
Por Thais Szegö
Foto Getty Images

Claudia Bebê





Sem birra no cadeirão

para seu bebê comer tudo...
...ajuste a quantidade

Será que ele está comendo o suficiente? A pergunta encabeça o top list de preocupações das mães. Se você não foge à regra, antes de começar a arrancar os cabelos, saiba que o volume de alimento necessário para os pequenos é bem diferente do consumido por um adulto. No caso dos sucos, por exemplo, 30 mililitros são suficientes por volta dos 6 meses e cerca de 100 mililitros de papinha, equivalente a um pires cheio, bastam até o sétimo mês de vida. No oitavo mês, entra também o jantar com a mesma quantidade de alimentos e, gradativamente, você pode aumentar as porções até dobrá-las. Junte a isso frutas entre as refeições e terá uma média do que deverá ser consumido diariamente pelo pequeno no segundo semestre de vida. Mas, se ele não quiser raspar o prato em uma das refeições, relaxe. Seu apetite também é variável e, segundo os especialistas, se ele comer pouco no almoço, provavelmente irá compensar no jantar ou no dia seguinte. E preparese: após o primeiro aniversário, em vez de aumentar, o apetite do pequeno tende a diminuir. Não, você não leu errado. Apesar de maior, ele passará a ter menos fome porque acabou o estirão de crescimento. No primeiro ano, os bebês ganham quase a metade da altura que tinham no nascimento e triplicam o peso. Haja energia para sustentar tudo isso! Depois, esse ritmo diminui, assim como a vontade de comer. A partir de 1 ano, a criança ingere cerca de 60 calorias por quilo diariamente e já compartilha dos mesmos alimentos que o restante da família. Somente as carnes muito gordas, os embutidos e os frutos-do-mar devem continuar de fora. Para não acostumar mal o paladar do filhote e evitar problemas como obesidade e hipertensão, risque do cardápio também os alimentos industrializados, com corantes artificiais, refrigerantes e os que contêm açúcar ou sal em excesso.

...afaste a tensão
Se o pequeno teima em não comer, respire fundo. E lembre-se de que a ansiedade faz com que a criança comece a se relacionar de maneira tensa com a comida, o que irá transformar as refeições em um martírio. É por isso, inclusive, que muitos bebês se alimentam melhor na escolinha, onde não há uma mãe preocupada, pressionando-o a engolir mais uma garfada. Para começar as refeições em casa com o pé direito, antes de sentar a criança à mesa, verifique se a fralda não está suja (se ele estiver incomodado com isso, pode não querer dar atenção à comida) e crie um ambiente agradável, sem excesso de calor nem de frio, livre de barulho e de distrações, como TV ligada. Sim, é mais rápido (e parece mais eficiente) você dar a comida na boca dele. Mas, a partir de 1 ano, procure se conter. Corte todos os alimentos em pedaços bem pequenos para evitar engasgos e use duas colheres – uma para ele tentar se alimentar sozinho e outra para você “ajudar”, garantindo que não vai acabar tudo no chão. No caso de bebês com menos de 1 ano, ofereça uma colherada. E mais uma... Repita a tentativa umas cinco vezes. Ou coloque um pouquinho da comida nos lábios da criança para que ela sinta o sabor.
Essas estratégias costumam abrir o apetite, mas, se não surtirem efeito, tente novamente após meia hora. Nada ainda? Então, espere a próxima refeição e nem pense em oferecer lanchinhos nos intervalos. Ele aguenta, acredite!

para seu bebê comer de tudo...
...explore o mundo da culinária

A maneira como você fala da comida é determinante para despertar ou não a vontade do seu filho de experimentar novos sabores. Ensine o nome de cada alimento. Assim, ele poderá aprender que gosta de alface, mas de rúcula nem tanto. Se você chamar todas as verduras de verdinho, por exemplo, a criança não conseguirá diferenciálas ou poderá deduzir que não gosta de salada nenhuma. Para que essa estratégia funcione, porém, ofereça os alimentos separadamente, ao menos na primeira vez. Experimente ainda levar o bebê ao supermercado com você e apresente os itens que está comprando, elogiando as cores, a crocância ou o aroma. Se ele se sentir parte desse programa e se divertir, com certeza terá mais vontade de chegar em casa e experimentar novos sabores. Perto dos 2 anos, é possível também convidá-lo a cozinhar com você, mesmo que seja só para polvilhar salsinha sobre um prato. E, claro, ao servir a iguaria, lembre-se de elogiar a ajuda do pequeno na compra ou no preparo dela.

...invista em variedade
Você conhece alguém que adooora comer o mesmo prato todos os dias? Então, por que com o bebê deveria ser diferente? Um dos segredos para seu filho querer experimentar alimentos variados é usar a criatividade. E isso deve acontecer desde o início da introdução de alimentos complementares ao leite, após o sexto mês (ou um pouco antes se orientado pelo pediatra). Os hábitos alimentares dessa fase influenciam toda a infância. Uma boa ideia é usar e abusar de temperos frescos, como salsa, hortelã, louro, alho e cebolinha. Mesmo doses moderadas de condimentos mais ousados, como curry, manjericão, tomilho e coentro, são bem-vindas. Cuidado apenas com o sal. Antes do primeiro ano, é melhor evitá-lo. Depois, dá para incluí-lo no preparo, mas só uma pitadinha para dar gosto. Derramar um fio de azeite extravirgem sobre a comida também dá um sabor especial e ajuda a prevenir problemas cardiovasculares. Além disso, cuide para que o prato do seu filho não tenha sempre a mesma cor, o que garante diversificação nos ingredientes e, por tabela, nos nutrientes.

...mostre como se faz
Seu filhote começa agora a formar hábitos e espelhase nas atitudes da família. Se o pai janta um sanduíche na frente da TV todos os dias e o irmão mais velho devora um saco de salgadinho à tarde, logo o pequeno estará fazendo o mesmo. Agora, se costuma ver todos reunidos à mesa apreciando uma refeição equilibrada, aceitará que esse é o correto. Aliás, depois do primeiro ano, é uma boa medida incluí-lo em pelo menos uma refeição familiar ao dia. Tudo bem que seja o café da manhã, já que nem sempre é possível alinhar os demais horários dos membros da casa à rotina do bebê.

...dê tempo ao paladar
Fazer a criança apreciar novos sabores é um exercício de paciência. Nem pense em desistir diante da primeira recusa. Segundo os especialistas, só dá para descartar um alimento depois de dez a 15 tentativas de oferecê-lo. Os bebês precisam de tempo para suas experimentações. Sua insistência também é determinante para evitar que se crie um círculo vicioso, no qual o filho rejeita a cenoura, porque não a conhece muito bem, e você, imaginando que ele não gosta, risca o legume do cardápio. Pronto! Agora, sim, é que ele nunca mais aprenderá a apreciar cenoura. Esconder os alimentos recusados no meio de outros também não é bom negócio. Se o seu filho descobrir que foi enganado, pode ficar ainda mais seletivo e desconfiado. Não se esqueça de que você controla o cardápio e, por tanto, tem o poder de equilibrar, em uma mesma refeição, alguns alimentos favoritos dele com um ou outro item menos apreciado ou que seja novidade. Pode também, naqueles períodos em que ele está particularmente resistente a comer, fazer uma seleção caprichada dos pratos prediletos do pequeno, garantindo assim que ele se alimente pelo menos um pouco. Finalmente, estimule sua criança a brincar bastante antes de sentar no cadeirão. Afinal, a energia que foi gasta na brincadeira terá que ser recuperada à mesa... e isso significa um apetite de leão.


3 táticas que não funcionam

1. Fazer chantagem com a comida.
Dizer que a criança só vai comer sobremesa ou assistir à TV depois de acabar as verduras pode fazê-la engolir a salada. Mas reforça a convicção de que sobremesa e televisão são prêmios, e a verdura, um mal necessário.
2. Deixar de castigo porque não comeu tudo.
Essa estratégia pode funcionar momentaneamente, mas seu filho rejeitará ainda mais os alimentos depois disso, nem que seja apenas para chamar sua atenção.
3. Forçar a limpar o prato.
Com essa prática, o pequeno passará a ignorar os sinais de saciedade do próprio organismo e criará uma relação negativa com os alimentos. Isso pode desencadear problemas no futuro, como anorexia ou compulsão alimentar.
Fontes: Alfonso Massaguer, ginecologista e obstetra, do curso de reprodução humana da FMU, em São Paulo; Julio Elito Junior, ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo; Bárbara Murayama, ginecologista e obstetra, diretora da Clínica Gergin, em São Paulo; Carolina Corsini, ginecologista e obstetra, membro da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo; Priscila Nahas, mestre em cirurgia vascular periférica pela Universidade Federal de São Paulo

Fonte: aqui

Um comentário:

  1. Que lindo ele "comendo".... hahaha, acho incrível esse ímpeto deles para tentar comer sozinho. Eles pegam a colher e querem se alimentar! Não precisa ensinar.... é o máximo!

    SObre alimentação ideal, minha experiência é justamente oferecer de tudo, com muita variedade. Se a criança come SEMPRE as mesmas coisas, vai rejeitar as novidades.

    Um beijo!

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